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Terremotos: quando a natureza lembra que não controlamos tudo

Por Jornal Diário · · 2 min de leitura
Terremotos: quando a natureza lembra que não controlamos tudo
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Segundo a advogada internacional, ex-parlamentar italiana e empreendedora Renata Bueno, os recentes terremotos registrados na América Latina e na Itália reacendem o debate sobre a preparação das sociedades para eventos extremos. De acordo com ela, a magnitude de um fenômeno natural é apenas parte da equação, pois também importam a quantidade de pessoas expostas, a qualidade das construções e a capacidade de resposta do poder público.

Conforme Renata Bueno, em 31 de julho, um terremoto de magnitude 4,7 atingiu a região dos Campi Flegrei, a oeste de Napoli, na Itália. Ainda de acordo com ela, o tremor foi sentido em diferentes bairros da cidade e causou interrupções de energia, problemas no transporte e a necessidade de inspeção de estruturas. A advogada também lembrou que, em maio, outro tremor de magnitude 4,4 havia sido registrado na mesma região, com epicentro no mar, entre Pozzuoli e Bacoli.

A parlamentar explicou que os Campi Flegrei são uma área vulcânica ativa, marcada pelo fenômeno do bradisismo, que envolve movimentos de elevação e rebaixamento do solo. Segundo ela, não é correto atribuir os terremotos às mudanças climáticas, pois eles estão relacionados à dinâmica das placas tectônicas e à liberação de energia acumulada em falhas geológicas. Renata Bueno também afirmou que o El Niño não provoca terremotos, mas reconheceu que a América Latina e a Europa estão expostas a diferentes tipos de riscos naturais.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa e citadas por Renata Bueno, o retorno de um El Niño intenso pode afetar aproximadamente 16 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe. Segundo a advogada, o fenômeno pode ter consequências sobre temperaturas, agricultura, preços dos alimentos e segurança alimentar. Ela destacou que uma alteração nos padrões de chuva pode comprometer colheitas, uma seca pode afetar o abastecimento de água e uma onda de calor pode aumentar a demanda por energia.

Renata Bueno defendeu que a prevenção de desastres deve ser tratada como uma questão de segurança humana, econômica, energética e alimentar. Para ela, governar significa antecipar riscos e investir em engenharia, fiscalização, planejamento urbano e sistemas de emergência. A advogada também ressaltou que a natureza pode atingir a todos, mas os impactos não são distribuídos igualmente, o que torna as políticas de prevenção também políticas de redução das desigualdades.

Por fim, a ex-parlamentar afirmou que nenhuma sociedade está completamente preparada e que a cooperação internacional é essencial para compartilhar tecnologias de monitoramento e protocolos de emergência. Segundo ela, a experiência italiana pode contribuir com a América Latina e vice-versa, e a solidariedade precisa vir acompanhada de compromisso para reconstruir com mais segurança e planejamento após tragédias.

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