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UE equilibra crise migratória e avanço da ultradireita

Por Jornal Diário · · 2 min de leitura
UE equilibra crise migratória e avanço da ultradireita
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Segundo Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, a situação em Ceuta, tomada por dezenas de milhares de imigrantes na semana passada, é inaceitável. A autoridade pregou mais colaboração com a Espanha e mais recursos ao Marrocos durante sua manifestação nesta segunda-feira (3).

De acordo com Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol, o país recebeu menos da metade de imigrantes nos últimos cinco anos em comparação com a Itália, com 234.760 entradas contra 478.600. O premiê pediu mais solidariedade aos colegas de bloco após um fim de semana de atritos públicos entre integrantes da União Europeia.

Conforme apurou a reportagem, a gestão da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, propôs a exclusão da Espanha do Espaço Schengen e impôs restrições unilaterais entre os países. A ação resultou em uma carta assinada por 22 dos 27 líderes do bloco pedindo uma reunião de emergência e uma resposta mais dura contra a imigração irregular.

Segundo analistas ouvidos pela imprensa europeia, Meloni deve emplacar a liberação rápida de centros de detenção terceirizados, como o que construiu na Albânia e que foi proibido pela Justiça italiana e depois pela europeia. Um pacote recém-aprovado sobre imigração recrudesceu o controle no continente, prevendo esse tipo de instalação.

De acordo com a análise, a posição intransigente de Meloni ocorre em um momento de popularidade contestada para as eleições parlamentares de 2027. A primeira-ministra enfrenta derrotas legislativas recentes e o crescimento do militar Roberto Vannacci, que propõe deportação em massa como solução para o problema migratório.

O episódio atraiu críticas de lideranças internacionais. Conforme o texto, Donald Trump, seu vice J. D. Vance, o presidente argentino Javier Milei e o ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, criticaram Sánchez nas redes sociais. O embaixador de Israel para a ONU, Danny Danon, questionou a Espanha sobre a manutenção de colônias na África, conceito que, segundo historiadores, não se aplica a Ceuta e Melilla.

Em Londres, Nigel Farage, líder da ultradireita britânica, prometeu a maior operação no Canal da Mancha desde a Segunda Guerra para coibir a chegada de imigrantes ilegais. Segundo a reportagem, o Reform UK, partido de Farage, aparece atrás nas pesquisas de opinião pela primeira vez em meses, com o Partido Trabalhista de Andy Burnham de volta à liderança.

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