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Matrix Resurrections: as 10 curiosidades do filme mais polêmico

Por Jornal Diário · · 3 min de leitura
Matrix Resurrections: as 10 curiosidades do filme mais polêmico
Matrix Resurrections: as 10 curiosidades do filme mais polêmico

Lançado em 2021, Matrix Resurrections só não foi mais polêmico porque os cinemas não estavam completamente abertos ainda. Trazendo uma nova visão sobre a saga, o quarto capítulo foi interpretado praticamente como uma paródia da própria franquia, o que causou revolta em muitos fãs.

As filmagens do longa aconteceram em São Francisco para o desespero dos moradores da cidade. As gravações fizeram muito barulho e destruíram alguns postes e lâmpadas das ruas, o que irritou profundamente quem morava na área. Esse incômodo custou à produção uma "taxa" de 420 mil dólares para poder filmar na cidade.

As filmagens em São Francisco terminaram no comecinho de 2020. De lá, eles partiram para Berlim, na Alemanha, onde teriam um cronograma muito ajustado de gravações. Porém, assim que chegaram, a pandemia de Covid-19 praticamente fechou o mundo, causando uma série de atrasos nas filmagens.

As mortes de um casal em um intervalo de menos de dois meses foi o que definiu os principais rumos deste filme. As irmãs Wachowski perderam pai e mãe e esse foi o principal motivo para fazer com que a diretora Lana Wachowski voltasse para a franquia para contar uma história de amor entre Neo e Trinity. Por outro lado, a perda dos pais deu a certeza a Lilly Wachowski de que ela não queria revisitar o passado nesse momento de dor.

Os maquinários da Nova Matrix foram reaproveitados de designs descartados de Matrix Reloaded e Matrix Revolutions. A inspiração dessas ferramentas futuristas foi justamente os computadores do passado para dar esse visual retrofuturista.

Para esse filme, Lana Wachowski adotou um processo criativo diferenciado. Ela levou os compositores para a sala de roteiristas, aonde os dois times puderam conversar para ter uma ideia de como aquelas cenas sugeridas poderiam soar. Nada foi filmado sem que a trilha fosse composta anteriormente.

Icônico vilão da trilogia original, o ator Hugo Weaving foi procurado para retornar ao papel do Agente Smith. Hugo expressou seu desejo em regressar à franquia, mas não conseguiu ajustar sua agenda de filmagens com a do longa e acabou não participando do projeto com novas cenas. Sua participação é feita apenas por imagens de arquivo.

Um dos personagens favoritos dos fãs retornou à franquia em uma nova roupagem, o que causou certa frustração no ator que o interpretou na versão original. A produção não entrou em contato com o Laurence Fishburne para que ele reprisasse o papel de Morpheus. A situação ficou ainda mais cruel depois que o próprio ator disse ter ligado para o time e se oferecido para regressar ao papel e ter recebido uma negativa da equipe.

Diferentemente dos outros filmes da franquia, que foram pensados para usar o mínimo de iluminação natural possível, Lana Wachowski usou um pouco menos de estúdio neste longa, aceitando um pouco mais da iluminação natural. Ainda assim, ela ficou no controle dos câmeras o tempo inteiro, deixando que houvesse pouquíssimo improviso ou liberdade criativa deles. Ela também "marcou em cima" dos atores, para que eles estivessem sempre prontos.

O filme foi um fracasso assustador. Com custo estimado em 190 milhões de dólares, sem contar a verba de publicidade, o longa foi caríssimo e sequer se pagou. Matrix Resurrections teve arrecadação total estimada em cerca de 157,4 milhões de dólares. Foi um prejuízo terrível.

O fracasso de bilheteria de Matrix Resurrections foi a última pá de cal de um formato de lançamento que tomou conta da pandemia: os lançamentos simultâneos de filmes nos cinemas e no HBO Max. Depois desse filme, e com o avanço da vacinação pelo mundo, a Warner votou a lançar seus projetos diretamente nos cinemas.

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