Documentário da Netflix sobre Jackson divide crítica e público

A Netflix lançou recentemente o documentário 'Michael Jackson: O Veredito', que analisa os bastidores do julgamento de 2005, quando o cantor foi acusado de abuso sexual infantil. A produção estreou no dia 3 de junho.
A recepção foi contraditória no Rotten Tomatoes. A crítica deu 75% de aprovação, enquanto o público aprovou apenas 8%. Os críticos elogiaram a abordagem honesta. Os fãs afirmaram que a Netflix tentou manchar o legado do artista durante o lançamento da cinebiografia 'MICHAEL', que tem batido recordes de bilheteria.
A revista Slate disse que o documentário conduz o espectador pelos meandros do processo judicial com firmeza e clareza. A Variety afirmou que a produção é uma denúncia de uma sociedade comprometida com a narrativa mais conveniente, e que os únicos inocentes eram as crianças. O Daily Telegraph comentou que, independentemente de Jackson ser culpado ou inocente, a minissérie prova que a indústria em torno do cantor é um poço sem fundo de conteúdo.
O Original Cin destacou que o diretor Nick Green adotou uma abordagem responsável, filtrando as acusações através das lembranças de pessoas que participaram do julgamento. O The National concluiu que o documentário não encerra o debate, mas torna mais difícil ignorá-lo.
O público reagiu de forma negativa. Geoff C. disse para não perder tempo com o documentário. Kenny A. afirmou que a produção tenta manchar a imagem de Michael enquanto a cinebiografia bate recordes. Ray M. declarou que não vai assistir, chamando a produção de jogada para ganhar dinheiro fácil. Ed N. pediu para deixarem o homem em paz. Dutchess D. não recomendou assistir, chamando o conteúdo de mentiras requentadas.
O projeto é dividido em três partes, dirigido por Nick Green. A narrativa usa relatos de figuras-chave envolvidas no tribunal. A produção é da Candle True Stories, com produção executiva de Fiona Stourton, James Goldston e David Herman, que também é showrunner.
No trailer, um entrevistado resume o caso: "Ele é o homem mais famoso do mundo sendo acusado do crime mais hediondo do mundo". O julgamento ocorreu na Califórnia em 2005, com denúncias de abuso sexual contra um menor no Rancho Neverland. Um profissional ligado à acusação refletiu: "Nós acreditávamos que ele era um criminoso e que conseguiu escapar por causa de sua fama".
Ao fim do processo, Michael Jackson foi considerado inocente de todas as 10 acusações criminais. A produção trará depoimentos inéditos dos membros do júri.
Outra produção da Netflix
A Netflix também lançou a segunda temporada de 'Muito Esforçado' (Overcompensating). A comédia LGBTQ+ é criada e estrelada por Benito Skinner. O ator afirmou que a nova temporada será incrível e "mais queer" que a primeira.


